quarta-feira, 20 de maio de 2009

Forminhas: para quê a gente precisa de forminhas?


1º - Para colocar os doces (óbvio);
2º - Para decorar a mesa de doces;
3º - Para estourar nosso orçamento;
4º - Para mais nada porque vai tudo para o lixo no fim da festa.

Com a organização do casamento, a gente descobre que precisa de cada coisa... Tá certo, fica simplesmente um sonho decorar a mesa de doces com essas forminhas de tecido em forma de flor, vocês não acham?

Fica lindo mesmo! Mas fiquei chocada ao saber que cada uma dessas forminhas custa o mesmo que o doce que vai dentro dela e, dependendo do modelo, pode ser ainda mais cara. Cada bombom em Dourados custa em média R$ 1,00, assim como as forminhas. Dá para acreditar que a embalagem custe o mesmo ou até mais que o conteúdo? Um desperdício!!! Não faz sentido!!!!!!

Minha mãe já foi logo racionalizando: "filha, é muito melhor a gente fazer mais doces do que gastar com essas forminhas". Apesar de concordar que os preços eram um absurdo, relutei em abandonar a ideia de decorar a mesa de doces com elas porque não imaginava nenhum substituto à altura.

Então, o Márcio, meu cerimonialista, sugeriu mesclar forminhas de tecido com forminhas de papel quadradinhas (bem mais baratas e vendidas por cento), que tem sido muito usadas em casamentos para dar um toque moderno à decoração e aliviar os custos.

No começo, achei estranha a ideia e pensei que não ficaria legal misturar as forminhas. Pesquisando em revistas de decoração, sites e outros casamentos, vi muitas mesas de doces decoradas nesse estilo e gostei do resultado, bonito e mais econômico.

Nessa viagem a São Paulo, aproveitei para dar um pulinho na famosa e barateira Matsumoto (www.kfw.com.br), que fica uma quadra para baixo da 25 de março, e comprar as forminhas de tecido. Encontrei vários tipos de flores lindas a preços muito bons. Mas atenção: é preciso separar o joio do trigo! Algumas forminhas são tão minúsculas que nem cabe o doce dentro (alerta de muitas doceiras).

A Day e eu tivemos de voltar carregadas para Brasília, mas a economia valeu a pena.

P.S. Esse lisianto da foto é da D'Flor de Brasília e custa R$ 1,80 a unidade.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

"Diamonds are a girls's best friend"

No começo, sonhei em ganhar os brincos de presente de alguém especial (tipo o noivo, a mãe, o pai...), mas logo desisti dessa idea porque corria o risco de ganhar algo que não combinaria com o meu vestido ou, pior ainda, poderia não ganhar nada.

Para não enfrentar frustação de espécie alguma, eu mesma fui atrás dos brincos que usaria no dia do casamento. Afinal, somos mulheres financeiramente independentes e podemos comprar nossas próprias joias, não é mesmo? A Samantha levantou essa bandeira no filme "Sex and the city" (lembram do leilão do anel?).

Acabei dando muita importância para esse item porque queria usar, no momento mais importante da minha vida, uma joia especial, algo para passar de geração em geração. Idealizei um brinco em ouro branco (nada muito grande porque só uso brincos pequenos) com pérolas, que tem tudo a ver com noivas, e brilhantes, porque "diamonds are a girls's best friend".

Não que eu seja daquele tipo que só usa Joias com "J" maiúsculo (só tenho uma meia dúzia e nada muito caro), mas também não sou lá fã de bijuterias. Não que eu tenha algo contra bijus&noivas, mas de que adianta gastar uma fortuna no vestido e economizar nos acessórios? Nem combina, né? Para mim, esse é um momento muito importante para usar uma bijuteria qualquer emprestada pelo cabeleireiro ou estilista. Mas cada uma com seus valores e frescuras, né? Eu sou mesmo uma frescura ambulante, como o No vive dizendo!

A verdade é que achar os brincos foi um parto. Minha mãe e minha irmã não aguentavam mais ficar de joalheria em joalheria. Foi tão difícil encontrar um par de brincos como eu queria que até pensei em mandar confeccioná-los, mas tinha medo de depois não gostar. Pesquisei modelos de brincos nos sites das maravilhosas Tiffany (www.tiffany.com - esses da foto são de lá), Drysun (www.dryzun.com.br/) H Stern (www.hstern.com.br), Vivara (www.vivara.com.br) e Carla Amorim (www.carlaamorim.com), mas não encontrei nada como eu queria.

Em Rio Preto, um dia fui com o No ao shopping e vi um brinco bem do jeito que eu queria na vitrine da Constantine (a mesma das alianças). Experimentei, amei, mas não quis comprar nada num rompante sem procurar mais. Mas o brinco não saia da minha cabeça.

Quando voltei a Rio Preto, fui decidida a comprar aquele brinco, mas morrendo de medo de já terem vendido o bendito. Graças a Deus, ele ficou lá só me esperando porque era para ser meu mesmo. Negociei um bom desconto à vista e me dei esse presente.

Agora eu quero uma pulseira que vi na Vivara para combinar com o brinco mas, como ando meio desfalcanda, estou vendo o preço para fazer uma cópia com o pai de uma amiga. Dependendo do preço, quem sabe....

Falando em joias, vou contar essa historinha só para vocês não pagarem o mesmo mico que eu. Quando estava em Nova Iorque, visitando a Nan, resolvi entrar na Tiffany e me sentir a própria Audrey Hepburn. Vi um brinco lindo de platina e perguntei quanto custava para a vendedora. Quando ela me disse o preço, quase cai de costas e respondi: mas nem é de ouro! Fiquei inconformada porque a maioria das joias da loja eram de platina e não de ouro branco. Pensei: mas que coisa! Uma loja tão famosa e requintada... Esses tempos, pesquisando brincos para o casamento, descobri que a platina é mais rara, pura, e, por isso, mais cara do que o ouro. Vocês sabiam dessa?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sapatos de Cinderela



Os sapatos foram amor à primeira vista. Folhando uma revista de noivas, encontrei os sapatos que eu queria num anúncio de loja de sapatos para noivas de São Paulo.

Procurei aqui em Brasília, em Rio Preto, em Dourados, mas não encontrei nada na cor off-white (um tipo de branco meio amarelado), que na Espanha eles chamam de "blanco natural".

Também não achei nada como eu queria: algo que não fosse totalmente fechado (coitados dos meus dedos) e nem aberto (dedinhos aparecendo debaixo do vestido são um horror). Portanto, nada de escarpim ou sandália.

Aproveitei uma viagem de trabalho a São Paulo para dar um pulinho na loja do tal sapato dos meus sonhos, a Durval Calçados (www.durvalcalcados.com.br), também uma recomendação da minha amiga e madrinha Maria, que comprou seus sapatos lá.

A loja é ótima porque tem muitos modelos de sapatos para noivas, mas muitos mesmos (tipo uns 30, sei lá), muito acima da média das lojas comuns, que tem no máximo uns 5 modelos. Difícil não gostar de algum! O diferencial da loja é que os modelos são vendidos em diferentes tamanhos de salto, ou seja, você pode escolher um determinado modelo com salto 3, 5, 7 ou 9, e em diferentes cores (branco, off-white, bege, prata). O melhor de tudo: preços excelentes!

Entrei na loja e comprei o tal sapato na cor off-white. A Day disse que nunca me viu decidir algo tão rápido assim.

Escolhi o modelo no salto 7 por causa da barra do vestido que já está feita para essa medida, do noivo que não é muito mais alto do que eu (acho horrível quando o noivo fica menor do que a noiva nas fotos) e em nome da elegância (um salto sempre nos dá mais postura) e do conforto (alto demais é de matar e a gente acaba a festa descalça). Assim, eu fico até o fim da festa sem descer do salto....

Mesmo não sendo de São Paulo, achei o acesso à loja super fácil porque fica no Shopping Metrô Tatuapé (é só descer na estação Tatuapé que a gente está praticamente dentro do shopping). Apesar da localização não ser lá das melhores (a Day, minha fiel escudeira, reclamou à bessa), acho que vale muito a pena. Mas dá para comprar pela internet também.

Já que, debaixo do vestido, ninguém vai mesmo ver o sapato no dia do casamento, não vi problema em postar aqui no blog a foto do meu "sapatinho de cristal". Só assim para todo mundo vê-lo, né?!!!!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Transformação...


O look da noiva pode ser tudo: tudo de bom ou tudo de ruim. De nada adianta um vestido maravilhoso, se o penteado e a maquiagem não estiverem em harmonia com o conjunto. Como nós, noivas, seremos o centro de todas as atenções, precisamos estar lindas da cabeça aos pés.

Para nos sentirmos seguras, acho importante escolher um profissional da nossa inteira confiança. Ainda bem que posso contar com o César (www.hairclub.wordpress.com), meu cabeleireiro de Rio Preto há anos, que aceitou viajar até Dourados para me arrumar nesse dia tão especial. Não confio minhas madeixas e o meu rostinho a mais ninguém. E ainda por cima, ele é diversão na certa, outro bom remédio contra a ansiedade do dia.

Como vou sempre a Rio Preto, aproveito as viagens para dar um trato na juba e fazer os testes de cabelo e maquiagem, tão fundamentais para encontrar o look perfeito para o grande dia. O César é ótimo porque ele faz tantas provas quantas forem necessárias e não apenas 1 como já vi por aí (coitada da noiva que resolver mudar de ideia depois).

Sei que em Dourados há excelentes profissionais, mas, como sou muito ansiosa, não conseguiria ficar tranquila nas mãos de um profissional que eu mal conhecesse, num momento em que meus nervos estarão à flor da pele.

Também nunca tive vontade de passar o dia todo na muvuca de um salão no tal "dia da noiva", fazendo massagens, máscaras, banhos, por isso o César vai me arrumar no quarto do hotel mesmo.

Noiva também tem de se cuidar porque não adianta achar que maquiagem dá jeito em tudo no dia. Não custa fazer uma limpeza de pele, um peeling, hidratar o cabelo, fazer as sobrancelhas com um bom profissional, passar uns creminhos no rosto todos os dias, fazer um clareamento nos dentes, parar de roer as unhas, fazer um banho de lua antes do casamento (noiva com os pelos do braço pretos é de assustar e estragar as fotos), se exercitar um pouquinho, fazer uma drenagem linfática para se livrar da maldita celulite e tudo o mais que a gente achar que tem direito. Já tô nessa ...


P.S. César, obrigada por ter aceito o meu convite!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O Buffet

Em primeiro lugar, eu e minha mãe não queríamos um cardápio sofisticado demais, com pratos de nomes complicados que ninguém sabe exatamente do que se trata. Além disso, como se trata da parte mais cara do casamento e meu sobremone não é Onassis, não daria para servir caviar e lagosta. Mas também não queríamos aquele cardápio de casamento batido que todo mundo já tá enjoado de ver e comer, como o tal "filé ao molho madeira".

Então, escolhemos pratos apreciados por todos com um algo a mais só que sem frescuras. E tem comida para todos os gostos: peixe para os que não comem carne vermelha, massa e saladas para os vegetarianos como eu, carne para os carnívoros como minha irmã, coquetel volante para os que preferem só ficar mordiscando e arroz e batata palha para a criançada. E ainda tem uma saborosa sobremesa que foi sugestão, na verdade, quase uma imposição da Day. Do buffet, só exigimos que a comida seja farta, bem servida e quentinha. Não vou revelar mais detalhes do cardápio para não deixá-los com água na boca... hehehe...

Para que não haja dúvidas quanto à composição de cada prato e do recheio das entradas, em todas as mesas, haverá um menu impresso do que será servido durante a festa para facilitar a vida dos garçons, que não terão de ficar explicando o que é cada prato, e a dos convidados, que não precisarão ficar perguntando e nem tentando entender o que o garçon respondeu baixinho (ai como eu odeio isso).

Como todo mundo vive falando que o casamento deve ter a cara dos noivos, confesso que tive vontade de elaborar um cardápio "meat free" já que eu não como carne e o No come muito pouco, mas meus pais e minha irmã gritaram, espernearam e não deixaram, frustrando assim meu maquiavélico plano intitulado "A vingança dos vegetarianos". Hehehe... Já pensaram? Mas que seria a nossa cara isso seria!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Decoração


Eu e minha mãe estamos simplesmente adorando planejar a decoração do casamento.

Eu passo horas vendo revistas e sites de decoração em busca de idéias interessantes e originais. Tanta disposição e tempo livre resultaram numa pilha de recortes e fotos de arranjos, buquês, mesas de bolo, porta-guardanapos, mesa de chá, bem-casados, etc., que servirão de ponto de partida para a definição do projeto de decoração com o Silvano (Ophicina de Decorações), meu decorador.

Como a decoração é responsável pelo cenário que envolve as fotos, quero que tudo fique simplesmente perfeito (vejam o post sobre o fotógrafo). Os decoradores sabem disso e enfiam a faca sem dó alguma. Por isso, durante a negociação, nem adianta argumentar que é muito dinheiro para gastar com flores que vão morrer no dia seguinte porque eles não vão baixar o preço mesmo.

Essa é uma das partes mais caras da festa e, por isso, acho que todo o cuidado é pouco e que a gente tem de ficar em cima e ser muito exigente. É preciso pesquisar para entender de flores, iluminação, custos e fazer escolhas acertadas.

Além de ser gostoso cuidar desse assunto, a gente aprende coisa à bessa sobre decoração. Antes de começar a organizar o casamento, por exemplo, eu só conhecia uma dúzia de flores, agora acho que conheço quase todas, assim como as variações de cores de cada flor.

Outra coisa que eu não sabia é que a iluminação decorativa também é fundamental para valorizar a beleza dos arranjos, das flores e de todo o trabalho feito pelo decorador.

Na prática, tirando a decoração da igreja, que eu já havia escolhido antes de marcar a data do casamento, acho que até para escolher o vestido fui mais rápida do que para definir a decoração do salão. Mas, mesmo sem saber muito bem como vai ser a decoração, já tenho algumas diretrizes:

  • nada de panos e tecidos fazendo voltinhas (acho um horror);

  • não quero arranjos "monoflorais" (com um único tipo de flor) e nem monocromáticos porque acho entediante e repetitivo;

  • os arranjos das mesas também devem ser diferentes para não parecer um restaurante;

  • as mesas também vão ser diferentes para que o ambiente não fique monótono: algumas redondas, outras quadradas; algumas com toalhas e outras não;

  • mesmo correndo o risco de ser tachada de pouco criativa, as cores serão bastante tradicionais (branco e rosa) e a decoração bastante romântica, porque é assim que eu sou;

  • apesar de ser moda hoje em dia, nosso casamento não tem um tema, mas toda a decoração é inspirada num jardim, principalmente o corredor da igreja.

Não posso contar mais para não estragar a surpresa de vocês e também porque, seguindo orientações do meu decorador, devo deixar para definir exatamente como serão os arranjos e o mobiliário um pouco antes da cerimônia para aproveitar os lançamentos.

"Mas como eu sou teimosa", quero deixar as flores, o estilo dos arranjos e o projeto de ambientação bem definidos antes de assinar o contrato porque depois a gente fica refém do que assinou.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Lua-de-mel

Para onde fazer as malas na lua-de-mel: Caribe, Tahiti, Veneza, Buenos Aires, Bariloche ou Nordeste? Contrariando as expectativas iniciais, nós ficamos bastante perdidos na hora de escolher o destino da lua-de-mel. De agência em agência, de site em site, muitas opções e dúvidas passaram pelas nossas pobres cabeças. E a inocente da noiva aqui achava que essa seria a parte mais fácil e prazerosa de toda a organização do casamento. Não é à-toa que tem até uma enquete sobre isso no blog.


Todo esse drama nada teve a ver com opiniões divergentes, porque, numa coisa, eu e o No estávamos de pleno acordo: nada de roteiros lotados de atividades e lugares que "a gente tem de conhecer". Para nós, a viagem de lua-de-mel, além de inesquecível, devia ser um momento de intimidade, diversão e merecido descanso depois de toda a loucura do casamento. Só queríamos saber de sombra e água fresca, literalmente. A gente queria mesmo era ir para uma praia paradisíaca no Caribe.

Eu queria ir para Cancún e ele, para Saint Andrés. Sonhávamos em ficar hospedos em um maravilhoso resort all inclusive de frente para as águas azul-turquesa do mar caribenho. Um sonho só! E um sonho com preços que cabiam no bolso.

"O mundo caiu", pelo menos para mim, quando, pesquisando sobre Cancun na internet, descobri que novembro ainda é temporada de furacões e período de muita chuva no Caribe (encontrei very helpful information no blog "tudosobrecancun.blogspot.com"). Já fui logo imaginando: e se um furacão pega a gente por lá? Deus me livre trocar o luxo do resort por um abrigo comunitário qualquer! O doido do noivo até achou que essa poderia ser uma experiência interessante e um aventura inesquecível. Tem cabimento?

Num momento de devaneio cheguei a pensar no romântico Tahiti, um substituto muito além da altura do Caribe. Mas os preços me fizeram abortar totalmente essa idéia. Quem sabe um dia, né?

Acreditem: foi realmente complicado escolher o melhor lugar para viajarmos no começo de novembro porque, mesmo entre as zilhões de opções oferecidas pelas agências de turismo, sempre havia algum porém climático nesse período.

Cogitamos ir para Bariloche e fazer uma escala em Buenos Aires, mas achei que seria um desperdício pois, sem neve, não poderíamos esquiar. Resolvemos deixar essa viagem para um próximo inverno. O No chegou a sugerir Roma e eu já pensei em esticar até a mágica Veneza para um passeio romântico de gôndola pelos canais. Tudo muito lindo, affordable, mas um roteiro muito cheio e exaustivo para as nossas expectativas garfildianas de uma lua-de-mel.

Foi então que sugeri procurarmos um super resort no Nordeste. O No concordou na hora, mas desde que fosse um all-inclusive. Peguei o guia super prático de resorts da CVC (uma mão na roda) em uma agência e comecei a fuçar nos sites. Encontrei cada resort maravilhoso e caro no Brasil! Muitos em estilo polinésio, que acho não devem deixar nada a desejar do Tahiti.

Eu adorei dois com bangalôs e piscinas privativas: o Nannai em Porto de Galinhas (www.nannai.com.br) e o kiaroa em Maraú, na Bahia (www.kiaroa.com.br). Na agência, disseram que o Nannai andava meio mal-cuidado e que a praia do resort não era muito legal. Minha amiga e madrinha Helô, que é uma pessoa de extremo bom gosto, também não achou o Nannai aquelas coisas e reclamou do cheiro forte de madeira dos bangalôs. Contra o Kiaroa, não ouvi uma reclamação sequer. Muito pelo contrário, foi eleito o melhor resort da América Latina em 2008. Só tinha um probleminha: o preço era "polinésio"! Como o sistema desses resorts não era all-inclusive, o No também não se interessou por nenhum deles.

Para diminuir o leque de opções, ficamos só com os resorts com sistema all-inclusive (bebidas, lanches, refeições e atividades incluídas na diária) e com baixa densidade demográfica de crianças. Com o novo filtro, selecionamos 2 resorts: o Enotel em Porto de Galinhas (www.enotel.com.br/new_site) e o Venta Club Pratagy em Alagoas (www.pratagyresort.com.br). Para o No, qualquer um dos 2 estava bom, mas eu fiquei na maior dúvida porque o Enotel era mais luxuoso e o Ventaclub oferecia mais atividades, bar na praia e mordomias. A indecisão terminou quando uma agente de turismo relatou que a comida do Enotel não era lá aquelas coisas.

Diante disso, resolvemos ir para o Venta Club Pratagy! Vamos pegar uma corzinha em Alagoas...

P.S. Obrigada a todos que tentaram nos ajudar, votando na enquete!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Fotos, Fotógrafos & Cia


Além das recordações, que serão eternas enquanto nós durarmos, as fotos serão a única coisa que permanecerá por várias gerações desse dia tão especial que será o nosso casamento. Por isso, tivemos todo o cuidado na escolha do fotógrafo.

Queríamos fotos espontâneas que retratassem artisticamente a nossa alegria, a nossa emoção, o nosso nervosismo, o nosso amor e o carinho da família e dos amigos. Eu queria também lindas fotos em preto e branco, um recurso que, na minha opinião, ressalta ainda mais a beleza de um momento emocionante. Não queríamos, de jeito nenhum, um álbum com aquelas fotos artificiais, cheias de poses tradicionais, sorrisos forçados e sem nenhuma emoção.

Foi então que descobrimos o fotojornalismo, um estilo de fotografia mais despojado, artístico, com enquadramentos inesperados e que explora bastante o recurso da fotografia em preto e branco. É bem aquela foto com cara de editorial de revista, sabem como é? Para fazer fotos assim, além de ser muito bom, o fotógrafo tem de ter experiência nesse estilo e um olhar apurado.

O estilo do álbum de casamento também mudou, se modernizou, não tem mais nada daquilo de colar um foto 20x25 numa página em branco. Hoje em dia, os álbuns são no formato de uma folha panorâmica (vizualizem 2 páginas de um livro grande abertas e sem aquela emenda branca no meio) em que são colocadas várias imagens em diversos tamanhos, fazendo uma montagem de diversos momentos (close da noiva no making off, outra foto do vestido pendurado, uma foto dos sapatos ao lado das jóias e do buquê, a mãe ajudando a filha se vestir...).

Mais uma vez, fui incansável na procura: passei meses olhando sites e álbuns de fotógrafos. Quando encontrei o Namour (é dele essa foto), pensei: "é esse!" Meu cerimonialista foi logo avisando: "é um dos melhores fotógrafos da região (talvez até do Brasil) e o preço é bem salgado". Ainda assim, fomos conhecê-lo pessoalmente. Ele é uma simpatia, nos deu um super mega desconto, fiquei fã dele, mas o preço estrapolava (e muito) o orçamento pré-aprovado pelo meu pai para as fotos.

Foi então que meu cerimonialista teve a brilhante idéia de me apresentar ao Galvão (www.studiogalvao.com.br), que também está entre os TOP da minha região. Adorei o trabalho dele, a forma como ele explora o fotojornalismo, os álbuns e os brindes. Decidi: "tem de ser esse!" Só que ele já tinha outro casamento na mesma data. Choquei! Conversei com meu cerimonialista que, como num passe de mágica, conseguiu o Galvão para mim.

Só que o preço do Galvão ainda estava um pouco acima do nosso orçamento. Como eu não tinha gostado de mais nada, não ia ter outro jeito, teria de falar com os meus pais para revisar o nosso orçamento. Meu pai, todo amoroso, foi logo tratando de resolver o problema: "Filha, papai tem um cliente que é fotógrafo e que pode fazer um preço especial". Pensei: "xiiii!" Antes que eu tivesse um treco, ouvi a santa voz da minha mãe dizendo: "Benhê, essa decisão é deles! Deixe eles escolherem". Expliquei a eles o quanto ter um bom fotógrafo era importante para mim, que de tudo só as fotos ficariam. Meus pais, como sempre, foram maravilhosos, compreensivos, negociaram com o Galvão e fecharam o contrato com ele. Enfim, tudo resolvido!

"Fotos são para recordar e recordar é reviver."

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Assessoria & Cerimonial

Organizar nosso casamento é simplesmente delicioso (eu tô adorando)... mas dá um trabalhão danado! Como cabelos brancos e rugas de preocupação estavam fora do meu projeto "Belezura de Noiva 2009", percebi que precisava de ajuda profissional para organizar tudo. Afinal, eu não teria como organizar tudo sozinha daqui de Brasília e nem me teletransportar para Dourados sempre que surgisse algum problema. Isso sem falar que, depois de 10 anos morando fora, eu estava completamente por fora de quem eram os melhores e os piores buffets, fotógrafos, doceiras, boleiras e Djs de Dourados.

Para me ajudar nessa missão e garantir que tudo sairá perfeito no grande dia, conto com o Márcio (www.3magos.com.br), meu assessor e cerimonialista, que é tão perfeccionista quanto eu, para cuidar de todos os detalhes da festa e resolver aqueles pepinos tradicionais. Mesmo com todas essas facilidades, não me livrei do ônus do poder de escolha e continuo tendo de provar docinhos, folhear álbuns de fotógrafos, montar o convite e tudo o mais.

No dia do casamento, além de cuidar do cerimonial na igreja e na festa, ele se certificará de que todas as encomendas chegaram em ordem (das flores ao bem-casado), que o buffet estará quentinho e resolverá qualquer imprevisto, assim como fazia a atriz Jennifer Lopez na comédia romântica água com açúcar que eu adoro "O casamento dos meus sonhos"/"The wedding planner".

Eu não sei o que seria de mim sem o Márcio e nem imagino como as pessoas faziam para organizar um casamento quando não havia profissionais dessa área. Muitas mães nem tinham tempo de ir ao salão porque passaram o dia por conta da montagem da festa e as noivas nem comiam durante a festa porque tinham de resolver inúmeros problemas de última hora. Isso para não dizer que sobrava para toda a família (tios, primos e avós) receber os presentes e a fazer o cerimonial da igreja. Os pobres não aproveitavam nada...

Contar com um especialista é pagar para não ficar estressada e preocupada com um cem número de detalhes antes, durante e depois da festa. Contratar um organizador pode não ser fundamental, mas quem tem um aproveita melhor a festa e o orçamento.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Mais razões para ninguém perder o casamento


Caros convidados que não moram em Dourados,

Claro que só o nosso casamento já é atrativo suficiente para vocês irem para Dourados no dia 31 de outubro, né? Além dessa, vejam outras razões pelas quais vocês não podem perder essa oportunidade:

- Os indecisos e também um pouco preguiçosos lembrem-se de que a segunda-feira seguinte ao casamento, dia 02/11, é feriado. Sendo assim, além do domingo, vocês terão um dia a mais para descansar da viagem antes de pegar no batente de novo ;

- Já os mais aventureiros podem aproveitar para conhecer um dos principais destinos de ecoturismo no Brasil: a paradisíaca Bonito, que fica a 260 km de Dourados (chequei no Guia 4 Rodas). É imperdível descer na Gruta do Lagoa Azul (foto), mergulhar entre as piraputangas, tomar um banho de cachoeira na Ilha do Padre e tomar sol na agitação do Balneário. Ah, e tem de descer o rio Sucuri (o nome não é à-toa não) de bote também;

- E os consumidores de plantão vão adorar fazer compras no "Shopping China" (eleito, em 2008, a melhor loja de importados das Américas), que fica em Pedro Juan Caballero, Paraguai, a apenas 120 Km de Dourados. A antiga "Casa China" (www.shoppingchina.com.py), como era conhecida, é um verdadeiro paraíso de compras, com produtos importados, todos legítimos, a preço de free-shop. Tudo o que você imaginar, você encontra lá, desde de cosméticos (Victoria's Secret, La Roche Posay, Vichy, Lancôme, etc), perfumes, óculos (Gucci, Ray Ban, Chanel, etc.), brinquedos, eletrônicos, roupas de marca (Lacoste, Ralph Lauren, Tommy Hilfiger), artigos esportivos (Nike, Adidas, Puma), a bebidas e comidas, além de artigos para casa, camping e pesca. Vale a pena dar uma esticadinha na viagem para encher a mala com essas coisinhas que no Brasil custam uma fortuna.

Convencidos? Até lá!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Mudança de data

Queridos amigos, tivemos de adiar o casamento para o dia 31 de outubro de 2009 em razão das agendas lotadas dos profissionais douradenses da área na data anteriormente escolhida. Nem a boleira estava disponível!!! Dá para acreditar nisso? Como diria um antigo chefe, Dourados está bombando!

O No e eu fomos para Dourados na segunda quinzena de outubro, exatamente 1 ano antes da data escolhida, para definir os pontos principais do casório, como salão, igreja, cerimonial, buffet e fotógrafo. Mas descobrimos que hoje em dia não é mais suficiente começar a organizar o casamento com 1 ano de antecedência. Pois é, se a gente fizer questão de ter sempre os melhores profissionais pela melhor relação custo-benefício tem de se antecipar aos demais casais casadouros.

Para facilitar o deslocamento de todos até Dourados, mantivemos o esquema de ponte entre a data do casamento e um feriado - a festa é no sábado e segunda-feira é dia 02 de novembro. Tomem nota em suas agendas de 2009 da nova data! Para ninguém se esquecer do dia, é só lembrar do Halloween.

Contamos com a presença de vocês nesse dia tão especial para nós.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O vestido - Parte Final

Já deu para perceber que eu enfiei na cabeça que eu queria um vestido da Pronovias (www.pronovias.com), né? Vocês estão de prova de que eu tentei de tudo... Mas não teve jeito: nada mais me agradava. Eu estava completamente apaixonada pelos vestidos espanhóis.

Pela internet, comecei a pesquisar os preços da Pronovias na Europa e acabei descobrindo que as lojas de São Paulo que alugam os vestidos da marca estavam enfiando a faca em nós, pobres noivas sonhadoras (o que o Google não faz por você?). Então, liguei para a loja da Pronovias em Madri para confirmar os preços. Realmente, compensava muito mais comprar o vestido lá do que alugar o mesmo modelo em São Paulo. Afinal, nada melhor do que ir direto à fonte, né?

Como eu já ia para a Espanha de férias com a minha irmã, resolvi aproveitar para dar um pulinho na Pronovias madrileña. Não criei muitas expectativas quanto ao vestido porque eu só iria ficar 4 dias na Espanha e a prioridade era a viagem. Mas, como eu chegava à Madri pela manhã e minha irmã, à noite, marquei hora na Pronovias da "Calle Serrano" e na San Patrick para aproveitar o dia livre de turismo.



Só depois da siesta espanhola, consegui ser atendida na loja que, aliás, tem o mesmo formato da representante brasileira - enormes catálogos e um vestido de cada modelo da coleção para a gente provar. A diferença é que, no Brasil, a loja tem modelos de várias coleções, mas demora para receber os lançamentos e, na Espanha, eles só têm os modelos da última coleção. E, para minha sorte, a loja tinha em estoque quase todas as numerações da coleção 2009 e, caso eu gostasse de algo, entregaria o vestido já com todos os ajustes em 2 dias.

Aí, o inevitável aconteceu: encontrei o vestido dos meus sonhos e me apaixonei perdidamente por ele. "Comprar ou não comprar? Oh, dúvida cruel!" Como essa era uma decisão muito importante, eu precisava de uma 2ª opinião. Então, no dia seguinte, voltei à loja com minha irmã para ver a reação dela e experimentar novamente o vestido. A Bebê também adorou.

Comparei com os preços do Brasil, fiz as contas e, quando pensei que não teria mais de me preocupar com o vestido, que seria um problema a menos, e que ele era tudo o que eu queria, comprei na hora. De quebra, seguindo o conselho da minha mãe, já comprei o véu que combinava com o vestido para reduzir a dor de cabeça a zero.

Como nada é perfeito, minha enxaqueca veio logo depois, com a alta do dólar na minha fatura do cartão de crédito. Que ódio dessa crise!

Já a "San Patrick", uma decepção! O lugar era muito longe (nem sei como consegui chegar lá sem conhecer Madri) e a loja mais parecia um armarinho. A vendedora era uma simpatia, os preços excelentes, mas os modelos eram bem mais simples e a qualidade do tecido e do acabamento deixavam um pouco a desejar.

O problema agora era o medo que eu estava de passar pela alfândega porque eu não sabia se o vestido entraria na categoria "roupas" e estaria isento de imposto ou não. Na dúvida, comprei uma sacolona enorme para disfarçar o vestido e passei sem problemas pela fiscalização.


Minha mãe ficou um pouco preocupada com o fato de eu ter comprado o vestido com tanta antecedência porque ela tinha medo de que eu me arrependesse caso, mais tarde, encontrasse outro vestido de que eu gostasse mais. Então, ela me disse: "quando você escolhe um, morre para todos os outros". Eis o princípio da fidelidade ao seu vestido. A vendedora também me aconselhou a não olhar mais nenhum vestido.

"Mas como eu sou teimosa", continuo vendo tudo sem medo da "tentação do outro vestido". Claro que eu não fico procurando, mas também não saio correndo feito diabo da cruz de qualquer foto de vestido de noiva ou vitrine, como se eu não tivesse feito a melhor escolha. O fato é que eu me sinto plenamente segura quanto ao que eu queria e quanto ao vestido que eu escolhi porque eu só tomei a decisão depois eu já tinha visto e experimentado de tudo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Lingerie - O Enxoval

No último dia em Londres, passeando pela Oxford Street, a rua londrina de compras mais famosa e entupetada de gente que eu já
vi (pior do que a 25 de Março na véspera de Natal), encontrei uma loja de lingerie maravilhosa que eu não conhecia - a La Senza. Essa marca canadense vende produtos de seda pura de excelente qualidade a preços bem mais camaradas do que a similar americana Victoria's Secret ou a brasileira "Jogê", por exemplo.

Para dizer a verdade, nem tinha passado pela minha cabeça aproveitar a viagem para fazer esse tipo de compras. Mas, como não perco uma boa oportunidade e nem uma pechincha, não resisti e comprei todo meu enxoval de lingerie lá mesmo. Fiquei completamente seduzida pelos produtos e pela promoção "buy 1 get 1 free". Para vocês terem uma idéia, com o que eu gastei lá na compra de oito peças dava só para comprar uma camisola de seda pura na "Jogê".

P.S. As fotos são do catálogo de Natal da La Senza. Tudo fofo, não?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Viagem de "Despedida de Solteira"


Eu e a Bebê vivíamos planejando uma viagem de irmãs que acabava nunca saindo do papel por falta de papel moeda. Com o casório marcado para o ano que vem, resolvemos embarcar nessa antes que fosse tarde demais. Já que a separação está próxima, a viagem seria a minha despedida de solteira. Em meio a toda essa agitação do casamento, seríamos só nós duas.

Assim, em setembro, tiramos férias e partimos num tour de 14 dias pela Europa, passando por Madri, Paris e Londres. A gente curtiu a viagem pra caramba. Queríamos conhecer tudo. E acreditem, conhecemos. Também éramos incansáveis. Não parávamos um minuto - só para comer e bem rapidinho. A Marília que o diga, né Ma?
Amamos o velho continente, principalmente a energia e a comida espanholas. Paris é claro que é linda e mágica e, os franceses, uns trogloditas. E a Londres cinzenta (vejam só a foto em frente a Tower Bridge) é fascinante e cheia de atrações e boas oportunidades para compras (mesmo com a Libra muito valorizada em relação ao Real), e os ingleses, verdadeiros gentlemen.

Nos divertimos, mas também nos cansamos à bessa com hotéis, traslados, aeroportos, viagens internas e passeios.
Nessa experiência, percebi que o No tinha razão quando dizia que o nosso roteiro de lua-de-mel deve ser de no máximo 7 dias e incluir apenas 1 cidade. Afinal, esse é um momento para descansar e se curtir, né?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O vestido - Parte II


Pesquisando em revistas de noiva e em sites da internet, descobri as lojas de noivas que faziam mais meu estilo. Me encantei por um tipo específico de vestido que não achava em qualquer lugar. Os espanhóis! As rendas espanholas! Em especial, os da Pronovias!

Depois que encontrei essa marca, nada mais me chamava atenção. Daí tudo ficou mais fácil e mais difícil. Mais fácil porque já sabia exatamente o que eu queria e onde encontrar. E mais difícil porque como em Brasília não tem um representante da marca, teria de ir a São Paulo.

Mas nem hesitei, marquei hora na loja que representava a Pronovias no Brasil e em mais 3 lojas que me pareciam interessantes. Lá fomos eu e minha mãe passar uma semana em São Paulo à caça do meu tão sonhado vestido de noiva.

As lojas
- Sí Sposa (www.sisposa.com.br) -

De todas os lugares que eu visitei em São Paulo, essa loja que fica em Indianápolis, foi, sem dúvidas, a melhor e a mais cara de todas. Atendimento exclusivo, vendedoras simpáticas e atenciosas, vestidos para prova em perfeito estado e sala privativa com tablado e espelhos enormes para a gente se sentir uma verdadeira princesa.

Como eles são representantes da Pronovias, foi aqui onde encontrei a maior variedade de modelos da marca espanhola e também os vestidos da marca San Patrick, que é da Pronovias.

Ao chegar à loja, a vendedora perguntou que tipo de vestido eu procurava, anotou tudo e me deu 4 catálogos tamanho 60x60 para escolher os vestidos que eu gostaria de provar. Dava até para ver o desenho da renda. Ela sugeriu que eu selecionasse somente 6 modelos para não ficar confusa depois. Mas eram tantos vestidos lindos que não resisti e selecionei uns 10. Fui para a sala com minha mãe e a vendedora e provei todos os vestidos que eu tinha visto nas revistas e me apaixonado e outros modelos.

Acabei apaixonada por 2 modelos, um da San Patrick e outro da Pronovias, e desencantada com o vestido dos meus sonhos, o Laia da Pronovias (aquele da foto do post anterior). A Sí trabalha tanto com o 1º aluguel, como com 2º aluguel e com venda (fora de cogitação!).

- Belle Sposa (www.bellesposa.com.br) -

Na minha opinião, a Belle, que fica em Pinheiros, é tão boa quanto a Sí (parece que elas são do mesmo dono). Aliás, até achei o atendimento da Belle mais personalizado do que o da Sí porque fui atendida o tempo todo pela gerente/estilista, que era um amor, e por 2 vendedoras.

Os vestidos para prova também estavam em perfeito estado e a sala com tablado e espelhos enormes também era privativa. Mas o estilo dos vestidos é completamente diferente: são mais clean que os espanhóis e privilegiam o uso do cetim à renda.

A Belle é representante da canadense Maggie Sottero no Brasil e tem vestidos belíssimos também. Na loja, também selecionei os vestidos por meio de um catálogo bem grande e experimentei mais ou menos uns 12 vestidos, inclusive um vestido que o No tinha visto em umas das minhas revistas e dito que gostaria de me ver com algo parecido no dia do nosso casamento.

Mas me apaixonei por outros 2 modelos. O 1º aluguel era um pouco mais acessível do que na Sí e a gerente negociava uns descontos e incluía o véu no preço. Gostei muito dessa loja porque a estilista me dava altas dicas e faria algumas alterações no modelo do vestido, caso eu achasse necessário.

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Nessas 2 lojas, todos os modelos dos catálogos estão disponíveis para prova em um tamanho único, normalmente o 42. Esses vestidos que ficam expostos na loja não são alugados. Eles são croquis para a noiva experimentar e visualizar como o vestido ficaria nela e, então, ter segurança para encomendar o modelo do vestido que ela mais gostar no seu tamanho. Isso é muito legal porque acaba nos tranquilizando. Leva mais ou menos de 3 a 6 meses para o vestido ficar pronto. Quando o vestido chegar à loja, a noiva faz mais ou menos duas provas para modelá-lo ao seu corpo. Na minha modesta opinião, de todas as lojas que visitei, só essas 2 lojas valeram a pena.

- La Novia (www.lanovia.com.br) -

A La Novia, que fica na Vila Olímpia, também é representante da Pronovias e da San Patrick no Brasil, mas a loja é pequena e o provador privativo minúsculo. Os vestidos não estão tão bem conservados porque, no geral, são o 2º aluguel e, o atendimento, na minha opinião, deixou muito a desejar.

Além disso, eles têm poucos modelos na loja para provas. Lembro que quase todos os vestidos do catálogo que eu escolhia para provar não estavam na loja naquele momento. Eles trabalhavam mais com o 2º aluguel e os preços eram um pouco melhores do que nas 2 lojas anteriores.

- Tutti Sposa (www.tuttisposa.com.br) -

A Tutti ficava no Tatuapé e não precisava marcar hora. Estranhei, mas, encarei porque eles também tinham vestidos da San Patrick (bem poucos diga-se de passagem). Na loja, me deparei com uma sala de provas pequena e que nem era privativa (éramos quatro noivas disputando um espelho não muito grande).

Além disso, quase todos os modelos eram tamanho 44 ou maiores e a vendedora não colocava nenhum alfinete no vestido para ajustá-lo ao meu corpo. Ela só segurava o vestido com as mãos e dizia: "olha, como fica lindo fica em você!". Eu não conseguia visualizar nada dentro daquele vestido enorme. Pensei: o que estou fazendo aqui?

Saí de lá antes que começasse a chover...

- Rua São Caetano -

Diante das fotos dos vestidos de noiva da Rua São Caetano que via nas revistas e das experiências anteriores em lojas mais bem localizadas, confesso que eu não queria muito ir lá não, mas minha mãe achou que seria importante aproveitar que já estávamos em São Paulo para conhecer a tão famosa "rua das noivas".

Fomos até lá, numa sexta-feira porque, no sábado, aquilo devia ser a própria visão do inferno. Chovia aquela famosa garoa de Sampa. Isso quase me fez desistir e ir embora. Afinal eu já sabia que não iria encontrar nada lá mesmo! Encarei porque já estávamos lá e porque minha mãe queria ir ao Mercado Municipal de São Paulo, que é ali do lado.

Quanto à rua em si, ela não é muito grande e confesso que tinha menos lojas do que eu imaginava. Os vestidos eram de um gosto duvidoso, em geral, daquele modelo "bolo de noiva", com uma medonha cauda removível, tecido do Paraguai e cheios de pedrarias. Na minha humilde opinião, eram feios e caros.

As lojas tinham a coragem de ALUGAR um vestido (e eu que achei que na "rua das noivas" eles vendessem os vestidos) por, no mínimo, R$ 2 mil. Os estilistas eram medonhos. As lojas eram mais rudimentares do que os vestidos. As vendedoras ficam te abordando na calçada e te perguntando o tempo todo: "para quando é o casamento?" Isso me estressou. Afinal, eu nem tinha entrado na loja dela por que ela queria ficar especulando quando seria o casamento?

Mas pior do que isso na minha opinião foi o que eles fizeram comigo em uma loja famosa, ali perto da São Caetano. Para mexer com a sua emoção, eles tentam te sensibilizar tocando a Marcha Nupcial quando você sai do provador para se olhar no espelho da loja e o estilista ainda de dá um buquê de flores artificiais e finge ser seu pai. Chorei, mas foi de ódio. Acho que eles não tem o direito de precipitar nossas emoções (que devem acontecer só no dia) para tentar empurrar o produto. É golpe baixo. Mas tem muita noiva que cai nessa...

- Fazendo um balanço -

Achei a experiência super válida e elucidativa, principalmente, por poder ver de perto e provar os vestidos espanhóis, minha verdadeira paixão. Mas, nessa viagem exploratória, não tomei nenhuma decisão porque o importante para mim era estudar todas as opções disponíveis.

P.S. Gente, se alguém quiser mais informações sobre essas lojas é só me mandar um e-mail (michele.rubio@gmail.com).

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Álbum de idéias

Uma das idéias mais práticas que eu tive foi a de organizar um álbum de idéias para o casamento por tópicos. Na verdade, o que eu fiz foi unitizar em uma só pasta tudo o que envolvia a organização do casamento, arquivando fotos de decorações que eu gostava, lista de presentes, dicas, lista de convidados, orçamentos, idéias, planilha de custos, contato de fornecedores, cronograma, etc. Colocar tudo em um só lugar, facilitaria encontrar algo na hora em que eu precisasse. Não achava nada prático ficar marcando as páginas das revistas em que algo, como a decoração da mesa de doces, me chamasse a atenção e depois, ainda, ter de lembrar disso, procurar e carregar tudo para cima e para baixo e para Dourados. Seria um transtorno e ainda correria o risco de esquecer alguma coisa importante em casa, ou seja, em Brasília, na hora de arrumar as malas para ir a Dourados tratar da organização do casamento. Na pasta, seria bem mais fácil levar tudo o que eu tinha gostado para mostrar aos fornecedores.

Material necessário:

-
Comprei um álbum com 40 folhas e índices avulsos para separar os assuntos por tópicos (Vestido, Fotógrafo, Convites, Decoração da Igreja, Decoração do Salão, Buffet, Lista de Convidados, Bolo, Doces, etc);
- revistas de casamento (gostei da "Manequim Noivas", da "Vogue Noivas", do "Anuário de Noivas" da revista Caras e da revista de Brasília "Casamento Inesquecível", mas eu comprava todas que via pela frente se tivesse algum assunto interessante). Nenhuma das minhas revistas está inteira porque eu recorto tudo o que acho legal e coloco na pasta;
- internet para fuçar idéias originais em sites de casamento, de fotógrafos, de revistas, de cerimoniais, etc;
- material de divulgação com fotos (folhetos, revistinhas, flyers) dos fornecedores de serviços para casamentos que é distribuído em feiras de noivas. Achei muitas idéias legais assim, como a minha decoração da igreja, por exemplo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O vestido - Parte I


Na minha definição de casamento dos sonhos, depois de achar o noivo certo, não havia nada mais importante do que encontrar o vestido perfeito. E achar o vestido que tivesse um design exclusivo, um bom caimento, tecido de qualidade; que não engordasse; que fizesse com que eu me sentisse linda e noiva e que não arruinasse as economias de uma vida inteira não foi nada fácil. Olhei muitas revistas, pesquisei muito na internet, fui a muitas lojas e falei com alguns estilistas.

Só depois dessa intensa pesquisa, estava preparada para escolher o vestido que seria usado no dia mais especial da minha vida. Essa foi, sem dúvida, a parte mais emocionante e mais mágica da organização do casamento. Era a materialização de um sonho de menina.

Mas, antes de sair feito louca atrás do vestido dos meus sonhos, quis saber o que o No gostava e o que não gostava em um vestido de noivas. E se engana quem pensa que homem não tem opinião sobre isso. O meu de cara disse que não gostava daqueles vestidos rodados, do tipo princesa. Ufa, respirei aliviada!

Aí ele foi comigo em alguns ateliês para tirarmos a prova. As vendedoras quase caiam de costas quando viam o noivo - tinha de ficar explicando que ele só ia dar a opinião dele sobre o estilo do vestido e mais nada. Não ia mostrar o vestido definitivo (nem a foto e nem o desenho) de jeito nenhum, mas queria saber como ele gostaria de me ver nesse dia. Queria estar linda para ele. Queria ver o queixo dele caindo ao me ver entrar na igreja. Afinal não adiantaria nada eu me sentir linda e maravilhosa e não receber nenhum elogio do noivo, né?

Desde o começo, decidi que não queria mandar fazer o vestido porque não queria ter dor de cabeça, nem fazer 8 provas e nem correr o risco de o vestido não ficar do jeito que eu imaginava ou, pior ainda, ter um vestido que não me valorizasse. Queria encontrar o vestido dos meus sonhos pronto. Queria saber exatamente como ele ficaria em mim porque, quantas vezes, a gente vê um modelo maravilhoso na revista e manda fazer um igualzinho, aí quando fica pronto, percebemos que não ficou bem ou não valorizou muito nosso corpo. Por isso achava complicado mandar fazer um vestido tão especial quanto esse.

Para ilustrar, vou contar a historinha do vestido dessa foto. Simplesmente cai de amores por esse vestido assim que o vi no site de uma loja de São Paulo. Ele era do jeito que eu queria - simples e elegante. Decidi que queria me casar com ele, tanto que fui até a loja em São Paulo só para experimentá-lo. Quase chorei de emoção quando o vi (ele era lindo), mas, para a minha surpresa, não gostei de como ele ficou no corpo - não é que tenha ficado feio, mas não deu aquele tchan, entendem? Aí simplesmente perdi a vontade de me casar com ele. Já pensaram se eu tivesse mandado fazer o vestido?

Também não queria usar um vestido tomara-que-caia de jeito nenhum. Experimentei vários modelos lindos e com alças (como o da foto), mas era o tomara-que-caia que sempre acabava valorizavando mais o colo e me deixando mais elegante e menos magra. Não é a toa que 96% das noivas aparecem de tomara que caia no dia do casamento!

Essas experiências sacramentaram ainda mais minha decisão de comprar o vestido pronto. Claro que houve um momento em que quase desisti de encontrar o vestido do jeito que eu queria pronto. Algumas vezes, eu gostava do decote da frente, mas não gostava da saia. Outras vezes, gostava do decote nas costas, mas não gostava do tecido. And so on...

Aí, fui conversar com um estilista renomado de Brasília para analisar a possibilidade de confeccionar o vestido. Lá havia uma noiva experimentando seu vestido e ouvindo nossa conversa. Quando comentei que tinha medo de o vestido não ficar do jeito que eu esperava, a outra noiva (dentro do seu vestido dos sonhos diga-se de passagem) olhou para mim com aquela cara de "é assim mesmo". Naquela hora, coloquei uma pedra nas minhas dúvidas. Até experimentei um vestido muito bonito que tinha sido feito para o desfile do Fest Noivas e que nunca tinha sido alugado. Pensei: "se não encontrar nada, alugo esse". Mas eu também não queria alugar um vestido porque achava um desperdício de dinheiro para usar o vestido por um único dia e ter de devolver no dia seguinte.

Bem, capitalizei ao máximo as diversas possibilidades que eu tinha de ir a lugares diferentes atrás do meu vestido. Pesquisei em Brasília, em Rio Preto, em Dourados, em São Paulo e até em Madri. Deu trabalho, mas encontrei o vestido do jeito que eu imagiva - simples, mas muito elegante.

Desolée, mas, para manter as expectativas de vocês e do noivo, não darei mais detalhes sobre o vestido. Apenas, for future reference daquelas que ainda não se casaram, contarei nos próximos posts minhas experiências nas lojas mais interessantes.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O Enxoval


Como minha mãe e eu já íamos para São Paulo, em agosto, ver os vestidos de noiva (mais informações nos próximos posts), não perdi tempo e aproveitei a oportunidade para comprar coisas lindas, de excelentes marcas e por preços muitos melhores do que os de Brasília.

Meninas, o "Brás" é tudo de bom nesse quesito. Claro que é uma muvuca e tem de andar à bessa para encontrar produtos bons e de qualidade. Mas que tem, isso tem. É só procurar que você acha e não comprar na primeira loja porque logo ali, do outro lado da rua, tem uma loja vendendo o mesmo produto por um preço bem melhor. Se você pechinchar muito e ainda pagar à vista conseguirá bons descontos. Eu, por exemplo, comprei um edredon da Buettner de bordado inglês (esse aí da foto) para fazer jogo com o lençol pela metade do preço candango (aqui era mais de R$ 600,00, lá eu paguei menos de R$ 300,00).

Claro que, como tudo na vida, sempre tem um inconveniente... que é, óbvio, CARREGAR as compras! Tivemos de comprar aquelas sacolas xadrez brrrregas de sacoleiro (sabem de qual eu estou falando, né?) para unitizar as compras e tentar carregar tudo. Foi uma verdadeira aventura se espremer entre a multidão do "Brás", em pleno sábado à tarde, com 3 sacolões enormes e pesados para chegar até o metrô. E enfrentar o aperto do metrô com essas coisas de enxoval que fazem um volume danado, então? E para terminar, ainda tinha o avião e uma ínfima cota de 23 kg... Para minha sorte, naquele dia, a GOL estava com algum problema no sistema e não estava cobrando excesso de bagagem de ninguém! UFA!

Eu e minha mãe viramos verdadeiras sacoleiras. Quase morremos de tanto andar e nossos braços ficaram doendo por uns 2 dias. Mas valeu a pena. O que a gente não faz por uma pechincha?

Um item a menos da minha check list para eu me preocupar. Minha filosofia para organizar o casamento tem sido a seguinte: resolvo um problema de cada vez, mas resolvo logo, não deixo as decisões para o ano que vem. Com isso, tenho ficado bastante tranquila ao perceber que os problemas têm diminuído e que as coisas têm ficado do jeito que eu sempre quis. Minhas amigas que acabaram de se casar me aconselharam a não comprar muitas dessas coisas porque tem convidado que gosta de dar esse tipo de presente, mas não resisti. Quem me conhece bem sabe que sou meio ansiosa.

Agora o único problema é achar um espaço no meu aPERtamento para guardar mil e um edredons e lençóis e colchas e toalhas até o apartamento ficar pronto ...

domingo, 24 de agosto de 2008

Quem casa quer casa.


Assim que decidimos marcar a data, começamos a nos preocupar com o nosso futuro "lar doce lar". E nada, nem a organização do casamento, nos preocupava mais do que isso. Afinal, quem casa quer casa, né? Então, nosso first step foi decidir onde morar - um stress só!

O processo foi muito tenso porque a gente precisava decidir rápido o que fazer pelas seguintes razões:

1ª - a valorização dos imóveis em Brasília de uma semana para outra é de perder os cabelos (então, quanto mais tempo a gente demorasse para decidir, mais caro teríamos de pagar pelo mesmo imóvel);

2ª - a procura por apartamentos na planta na capital federal é muito grande. Vende-se um prédio inteiro em menos de 2 meses (não é exagero meu não!). Depois só sobram os últimos andares, que são ainda mais caros;

3ª - com o No morando em Rio Preto, não tínhamos todos fins-de-semana para procurar o apartamento dos sonhos que coubesse no nosso bolso.

Já deu para perceber que o mercado imobiliário de Brasília é uma coisa completamente surreal, né? Os apartamentos das Asas, apesar de estarem caindo aos pedaços, custam uma fortuna. Os preços dos imóveis novos (dos cinematográficos aos meros mortais ) são assustadores.

Então, tratamos logo de estabelecer um budget para compra do nosso apê e de desistir de tudo que fosse grande, no Plano, lindo e espetacular. Pensando bem, a gente não precisa nem de 4 suítes e nem de uma varanda gourmet, né?

Partimos, assim, em busca do nosso lar doce lar em Águas Claras, uma nova cidade satélite de Brasília, de classe média, que fica próxima ao Plano Piloto. Vamos ter de pegar um pouco mais de trânsito e andar uns 10 km a mais para ir e voltar do trabalho, mas ter o nosso próprio cantinho compensará esse inconveniente.

Nosso apê (vejam a foto, gente) é uma gracinha - pequeno (são só 2 quartos), mas muito bem dividido. Afinal, para que um casal de recém- casados precisaria de mais quartos? Aliás, vimos apartamentos com metragens maiores, mas tão mal divididos que não cabia nem sequer um armário de 6 portas no quarto do casal.

Reavaliamos nossas prioridades e decidimos comprar algo menor que coubesse no nosso bolso porque não queríamos ficar pagando o apartamento por 25 anos. Já pensaram como deve ser chato ter de pagar uma conta todo o mês por 25 anos? A gente estaria comemorando as bodas de prata e ainda pagando o apartamento.
Não vejo a hora do apartamento ficar pronto (só em 2010) e começar a decorar tudo! Já estou cheia de idéias, de revistas de decoração e de objetos de decoração comprados nas últimas viagens ... (ai, meu Deus, aonde vou pôr todas essas coisas???)

Todos estão convidados para um suquinho assim que o apartamento ficar pronto!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

A Data


Marcar a data...
Ah, como foi difícil escolher uma data para o grande dia! Tínhamos de levar muitas coisas em consideração, além de conciliar as agendas.

Bem, para começar, pelo menos uma coisa eu sabia: não queria casar no frio de jeito nenhum. Então, os meses de junho a agosto foram sumariamente descartados. Claro que o noivo não estava nem aí para esse detalhe, porque de terno eles não sentem frio nunca. Por isso fui bem categórica e irredutível nesse ponto.

Também não queria casar na época de chuva e nem de calor intenso. Confesso que fiquei com dó do noivo naquele terno quente. Isso sem falar no alto índice de desmaio de madrinhas no altar nessa época do ano. Seria um mico só, né? Finalmente, convenci o noivo de que essa não seria uma boa época para o casamento com o argumento de que os pacotes de lua-de-mel ficam muito mais caros no período de dezembro a fevereiro. Quem conhece o No sabe como esse argumento foi poderoso (hehehe).

Então, reduzimos o leque de opções para os meses de março, abril, maio, setembro e outubro.

Well, nossa primeira intenção era casar no mesmo dia em que começamos a namorar, em abril. Mas quando fui para Dourados, em abril, me deparei com um frio terrível (os termômetros chegaram a marcar 4ºC). Gente, Dourados fica no Sul do Mato Grosso do Sul, bem pertinho do Paraná, e, quando faz frio por lá, brubrurrrr... Como eu disse antes, não queria casar no frio de jeito nenhum. Mas, mesmo assim, foi difícil descartar esse mês pela simbologia e por medo de sofrer um desfalque no time de madrinhas (duas grandes amigas pretendiam pegar remoção no segundo semestre de 2009).

Sofri muito com isso. Não sabia o que fazer. Até que meu futuro cerimonialista me contou uma história que mexeu bastante comigo. Ele relatou o episódio de um casal que havia morado muitos anos nos Estados Unidos e que quando voltaram para Dourados, cheios de doletas, resolveram fazer uma festa memorável para os amigos. Só que no dia do casamento, eles estavam super tristes e não curtiram nada porque os amigos deles que estavam nos EUA não puderam vir. Lembro direitinho do que ele me disse: "o casamento tem de ser para vocês (os noivos), tem de ter a cara de vocês, tem de ser um momento para vocês curtirem juntos." Lembro também do que minha mãe me disse: "Filha, vocês têm de fazer o que for melhor para vocês e as pessoas que gostam de vocês vão dar um jeito de estar presentes." (Olha, a indireta, gente!) O No também achou que teríamos mais tempo para organizar tudo se marcássemos o casamento para o segundo semestre de 2009. Depois disso, abril foi definitivamente descartado.

Bem, eu já sabia que esse negócio de morar em Brasília, o noivo morar em Rio Preto e casar em Dourados seria complicado mesmo porque não dava para marcar o casamento para qualquer dia já que muitos padrinhos e convidados precisariam viajar para Dourados! Então, precisávamos de uma data próxima a um feriado. Veio, daí, a idéia do dia 10/10/09, por ser o sábado que antecede a "semana do saco cheio". Além disso, outubro é primavera, a bela estação das flores. Quem sabe não economizo um pouco com a decoração, afinal as flores devem estar mais baratas nessa época do ano, né?

That's it! Até 10 de outubro de 2009. Espero todos em Dourados!

P.S. Não sou supersticiosa não, mas bem que seria interessante adiar o casório para 2010 - já pensaram: 10/10/10? ....Hehehe.... Alguém aí sabe o significado do número 10? Brincadeirinha... acho que já esperamos demais, né?